terça-feira, 24 de novembro de 2015

O que o Brasileiro Deveria Aprender com a Tragédia de Mariana


Fiquei quieto sobre o tema esse tempo todo porque, assim como a maioria das pessoas (incluindo a maioria das que se manifestaram a respeito), eu não tenho conhecimento suficiente sobre o assunto. Mas quero fazer só um (não tão) breve comentário.
O caso de Mariana é uma catástrofe, uma tragédia, uma mancha na história humana. Todos concordamos com isso e não vou ficar aqui repetindo palavras de catarse que na prática não servem pra nada. Meu ponto é outro.

Acima de tudo, esse caso é criminosamente negligente e diz muito a respeito da forma brasileira de lidar com problemas: ignorar e ocultar até que seja impossível esconder, e se lamentar depois que a merda foi jogada no ventilador. No Brasil, governa-se a curto prazo, porque é só o que é olhado pelos eleitores. Assim, situações como essa não são UM mero acidente para se lamentar: tem mais pra acontecer. Sim, tem mais. E não me refiro às consequências desse rompimento das barragens, cujo impacto ambiental gigantesco vai ser estudado agora por um grupo independente de pesquisadores de diversas áreas. Refiro-me a problemas futuros.

As barragens de Mariana são apenas um caso, que eu desconhecia e creio que a maioria dos brasileiros também. Por mais bem informado que você seja, não dá pra você ir em todos os cantos do

sábado, 7 de novembro de 2015

Quando Janelas se Tornam Muros: o Pluralismo que Segrega ao Invés de Acrescentar


Em um lugar onde as coisas funcionam de uma maneira lógica, pessoas com fortes convicções de esquerda tentariam me trazer para a esquerda, e pessoas com fortes convicções de direita tentariam me trazer para a direita. Ativistas de alguma causa se esforçariam por modificar a cultura da sociedade a seu favor, e conservadores se esforçariam pela manutenção do que já está estabelecido. O mesmo para religiões e outras ideologias.

Mas tá sendo assim: só não sou de esquerda porque conheço os esquerdistas, não sou de direita porque conheço os direitistas; os ativistas me dão vontade de chutar suas causas pra longe, mas os conservadores são tão merda, mas tão merda, que o esforço contrário ainda vale a pena. Cada pessoa me faz querer o máximo possível de distância de suas ideologias e religiões.

Por um lado é bom porque, se fossem muito sutis, eu talvez fosse levado por essas ideologias sem perceber, sendo cozinhado em água morna. Por outro lado é terrível, porque,