sexta-feira, 24 de maio de 2013

NÃO Respeite Minhas Ideias


Nestas últimas semanas, tive muitas oportunidades de sentar-me à mesa com amigos - antigos e novos - e conhecidos para beber, comer e, principalmente, conversar.

Destes amigos, todos, sem nenhuma exceção, possuem visão de mundo completamente divergente da minha. No máximo temos uma ou outra opinião parecida, mas discordamos praticamente em tudo.

E após cada uma destas conversas, sejam aquelas onde nos encontramos apenas eu e a pessoa, seja nas que reunimos apenas um pequeno grupo, minha sensação era a de ter visitado novos mundos. Minha percepção clara durante essas experiências é que as divergências me enriquecem.

Não pertenço ao grupo do "pode ser diferente contanto que respeite o que eu penso". Não, eu gosto é exatamente do diferente que não respeita o que penso. Me respeita, não deduz todo o meu caráter apenas por minhas ideias ou por uma situação

sábado, 4 de maio de 2013

Existe um Deus?


Esclarecimentos Prévios

Neste texto explico o desenvolvimento de minha visão a respeito da existência ou não de um ou mais deuses e de uma realidade sobrenatural, utilizando minha passagem do cristianismo ao ateísmo como fio condutor. Não tenho aqui como intenção dizer qual é a melhor ou mais correta crença. Minha intenção é somente explicitar minha visão e expor alguns dos argumentos que me levam a pensar como penso, sem nomear minhas ideias como superiores ou as divergentes delas como inferiores.

Durante o texto, ao usar o termo "sobrenatural" ou "extranatural", refiro-me a supostas realidades não-sujeitas às leis da física, em constante e direta interação com nossa realidade natural, e não a realidades fisicamente distantes da nossa.

Introdução

Para aqueles que algum dia me perguntaram o motivo de eu ter me tornado ateu, acredito ser este texto bastante esclarecedor. Hoje pretendo falar um pouco sobre as mudanças que experimentei nos últimos anos em relação à crença religiosa. Uma pequena reflexão, inspirada em um artigo do filósofo inglês Bertrand Russel.

Há alguns anos, eu participava ativamente da Igreja Católica. Não significa apenas que eu ia à missa toda semana; significa que tive uma intensa vida de oração, estudava a bíblia, pregava em encontros, tocava violão em celebrações e retiros, fui ministro da comunhão eucarística, cheguei a fazer encontros vocacionais e quase optei pela vida conventual. Tive a "experiência de Deus" da