terça-feira, 30 de outubro de 2012

Debates, Embates e Verdades



A mudança do gosto geral tem muito mais importância que a das opiniões. As opiniões, com suas provas, refutações, e toda a mascarada intelectual que as acompanha, são apenas os sintomas de uma mudança do gosto, e não, certamente que não, aquilo porque são ainda geralmente consideradas: as causas dessa mudança do gosto. (NIETZSCHE, Friedrich. A Gaia Ciência, §39)


Houve um tempo em que eu me preocupava em passar minha opinião adiante. Não apenas em expor o que pensava, mas em me certificar de que outras pessoas estavam escutando e tentando compreender o que eu pensava.

Não sei por que fazia isso, só sei que fazia.

Talvez quisesse colonizar o outro. Pensava ser muito crítico, e acreditava que sempre tinha uma opinião sólida e bem formada a respeito de qualquer assunto que eu me dispusesse a formar uma opinião. A partir daí, por acreditar que tinha uma opinião boa e bem formulada, achava que deveria presentear a todos com meus bem fundamentados pontos de vista.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sísifo e o Absurdo


“Só existe um problema filosófico realmente sério: o suicídio. Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder à pergunta fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, vem depois. Trata-se de jogos; é preciso primeiro responder.” (CAMUS, Albert. Um raciocínio absurdo. in: O Mito de Sísifo)

O absurdo. O tema central da obra “O Mito de Sísifo”, de Camus, é o absurdo. E em quê consiste esse absurdo tratado pelo autor?

Pra que se assimile e se aproxime da ideia que esse gênio francês quis transmitir por “absurdo”, o máximo que posso fazer é recomendar a leitura do livro completo, e depois também do livro “O Estrangeiro”, onde ele traça um romance que figura como uma obra de arte representativa dessa ideia.