Esclarecimentos Prévios
Neste texto explico o desenvolvimento de minha
visão a respeito da existência ou não de um ou mais deuses e de uma realidade sobrenatural, utilizando minha passagem do cristianismo ao ateísmo como fio condutor. Não tenho
aqui como intenção dizer qual é a melhor ou mais correta crença. Minha intenção é somente explicitar minha visão
e expor alguns dos argumentos que me levam a pensar como penso, sem nomear minhas ideias como superiores ou as divergentes delas como inferiores.
Durante o texto, ao usar o termo "sobrenatural" ou "extranatural", refiro-me a supostas realidades não-sujeitas às leis da física, em constante e direta interação com nossa realidade natural, e não a realidades fisicamente distantes da nossa.
Durante o texto, ao usar o termo "sobrenatural" ou "extranatural", refiro-me a supostas realidades não-sujeitas às leis da física, em constante e direta interação com nossa realidade natural, e não a realidades fisicamente distantes da nossa.
Introdução
Para aqueles que algum dia me
perguntaram o motivo de eu ter me tornado ateu, acredito ser este
texto bastante esclarecedor. Hoje pretendo falar um pouco sobre as mudanças que experimentei nos últimos anos em relação à crença religiosa. Uma pequena reflexão, inspirada
em um artigo do filósofo inglês Bertrand Russel.
Há alguns anos, eu
participava ativamente da Igreja Católica. Não significa apenas que eu ia à missa toda semana; significa que
tive uma intensa vida de oração, estudava a bíblia, pregava em encontros,
tocava violão em celebrações e retiros, fui ministro da comunhão eucarística, cheguei a fazer
encontros vocacionais e quase optei pela vida conventual. Tive a "experiência de Deus" da