Compartilho aqui com
vocês de minha experiência de Páscoa.
Fui à casa de meus
pais no feriado prolongado. Em nosso almoço esteve presente um
padre, amigo da família, convidado por meus pais.
Antes da refeição, o
padre conduziu uma oração. Sabendo a família e o padre que ao
menos duas pessoas ali presentes abertamente não compartilham da
mesma crença – uma delas, eu –, não houve nenhuma menção ao
fato. Nenhuma tentativa de confronto, nenhuma palavra de ordem,
nenhuma condenação aos possuidores de ideias divergentes.
Apenas uma bonita
oração sobre o amor, a importância de, em outros momentos de
nossas vidas, nos lembrarmos de solidarizar com aqueles que não
possuem alimento e o desejo de um mundo melhor. Intenções nas quais
eu posso discordar em alguns pontos do modus operandi,
mas que compartilho do desejo e dos objetivos. Nas palavras
usadas para transmitir essas intenções, falou-se de Jesus e outros
elementos da crença católica, mas qualquer um que escute com um
pouco mais que apenas os ouvidos saberia entender o significado das
preces.
Ao
fim da breve oração, os que acreditam rezaram juntos um Pai Nosso,
os que não