"Mas há algo que pode ter soado ainda mais imperdoável: Aaron não queria
ganhar dinheiro com o seu talento. Ele não era aquilo que as crianças
são ensinadas a admirar: um jovem gênio milionário da internet, como
Mark Zuckerberg, o criador do Facebook. Aaron Swartz era um jovem gênio
que não queria ser milionário. E, convenhamos, nada pode ser mais
subversivo do que isso."
Genial não é o cara que distribui ao mundo informações escondidas dos cidadãos pelos governantes, não é quem luta pela emancipação e
conscientização do povo, não é quem repensa o mundo ou busca construir
uma sociedade melhor, ou luta pra que diferentes convivam com igual
dignidade; genial é saber fazer dinheiro. Prodígio é quem gera lucro (e
não importa como).
Essa mentalidade é fruto de livre opção ou de manipulação midiática, política e econômica? Ou seria um pouco de cada uma? Sinceramente não sei.
Sei é de minha opção pessoal: não me conformar a essa mentalidade à qual as pessoas são treinadas desde cedo. Não me sinto à vontade com a ideia de que devemos viver e construir nossas visões de mundo tendo como um dos principais fundamentos (e objetivos) o acúmulo de dinheiro.
E em meio a tantos paradigmas desconfortáveis, nomeações políticas absurdas (Marco Feliciano, Blairo Maggi, José Genoino), jornais superficiais e mentalidades rasas, creio só me restar minha pedra. E a cada dia isso me parece mais evidente, tanto em minha vida pessoal quanto no que consigo acompanhar diariamente sobre a humanidade.
Me perdoem pelo texto curto e sem aprofundamento, mas quis compartilhar esse pequeno desabafo. Felizmente me acompanha a ideia de ser a existência no mundo um absurdo - ideia que é a motivação central deste blog. Se eu acreditasse que existe um sentido objetivo para a vida, creio que já teria desistido dela.